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São Carlos lança estratégia pioneira de atenção à saúde indígena

São Carlos deu um passo histórico no fortalecimento da saúde pública ao lançar, no dia 29 de agosto de 2025, a Estratégia de Atenção à Saúde Indígena no município. A iniciativa, considerada pioneira, foi apresentada em cerimônia da qual o vice-prefeito Roselei Françoso participou representando o prefeito Netto Donato.

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Carlos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a atuação da vereadora Fernanda Castelano, e tem como objetivo oferecer um atendimento mais humano, respeitoso e culturalmente sensível à população indígena que vive na cidade.

O serviço será realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila São José, com uma equipe capacitada e liderada pela médica indígena Karla Pankararu, formada pela UFSCar. De acordo com dados do IBGE (2022), São Carlos possui atualmente 351 indígenas residentes no município, público que passará a contar com um atendimento pensado especificamente para suas necessidades.

Para Roselei Françoso, a iniciativa reforça o compromisso com a equidade no SUS. “Respeitar a cultura, os saberes e as formas de cuidado dos povos indígenas é fortalecer os princípios da universalidade, da integralidade e da equidade, que são a base do Sistema Único de Saúde”, afirmou.

O vice-prefeito parabenizou a vereadora Fernanda Castelano pela escuta sensível da demanda, o prefeito Netto Donato e o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, pela seriedade no acolhimento da proposta, e os professores da UFSCar pela parceria técnica. “Seguimos firmes no compromisso de garantir mais acesso, dignidade e saúde para todas e todos”, concluiu.

Oficinas “A batida dos ritmos africanos” e “Identidade negra passa pelos cabelos” serão realizadas na biblioteca do Santa Felícia

Com coordenação do Sistema Integrado de Bibliotecas de São Carlos (SIBISC) a Secretaria Municipal de Educação vai realizar a partir de (20/07), na Biblioteca Municipal “Radialista Gerson Edson Toledo Piza” (Juquita), localizada em anexo a EMEB Angelina Dagnone de Melo, no bairro Santa Felícia a Oficina “A batida dos ritmos africanos” e a partir de (21/07) a Oficina “Identidade negra passa pelos cabelos”.

A Oficina “A batida dos ritmos africanos” será realizada todas as quintas-feiras das 8h30 às 10h30 e das 13h30 às 15h30 e a  inscrição para próxima turma pode ser feita até o dia 10 de julho pelo link https://forms.gle/TvavJs5dr2RKwC2Y7.

Já a Oficina “Identidade negra passa pelos cabelos” também será realizada na Biblioteca Municipal “Juquita” toda as sextas-feiras das 8h30 às 10h30 e das 13h30 às 15h30 com inscrição através do link https://forms.gle/Rk5hG6yMTyg4HiqJ8.

As oficinas são gratuitas e abertas para toda a comunidade e crianças a partir dos 7 anos.

A coordenação da Oficina “A batida dos ritmos africanos” ressalta que a iniciativa vai além do contato com a música, existe um trabalho de pesquisa de conteúdo pertinente à história do negro, sua participação, sua contribuição, valores e conquistas, contribuindo na mudança de comportamento dos alunos do Coral, que pouco a pouco vão assumindo as suas identidades.

Para abraçar a contribuição do Coral junto à sociedade, Felipe Côrtes, produtor musical, cantor, músico e educador tem deslocado os participantes para o seu estúdio, feito a captação das vozes e trabalhado todo o potencial delas em um repertório de músicas autorais ou originais.

O intuito é de ampliar esse processo, integrando a participação do músico e percussionista na sala de aula, frequentemente. A trajetória do Coral conta com a junção de capacidades, de profissionais envolvidos com a causa e contexto étnico-racial.

Já a oficina “Identidade negra passa pelos cabelos” será realizada pela hair design, cabeleireira e trancista Gil Arruda, mulher negra, ex-moradora de rua e ativista, que com o seu talento autêntico em sua trajetória, tem contribuído com suas pesquisas ligadas à importância do cabelo no processo de aceitação dos valores da cultura negra. É através dela que os alunos do Coral percebem a beleza de seus cabelos e a autenticidade de sua raça. Os alunos, principalmente as meninas, entram no Coral com baixa estima por causa da estrutura de seus cabelos: a carapinha ou cabelo encarapinhado por vezes também designado de cabelo afro e cabelo crespo, é um tipo de cabelo crespo, denso, de espiral bastante estreita, lanoso e geralmente negro, comum em pessoas negras.